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04/10/2016

Educação e inclusão como fatores de Segurança Pública

Artigo publicado no jornal Zero Hora.                    

   Luiz Heitor França*     Segurança pública não se faz só com polícia. Segurança pública é dever do Estado, direito e responsabilidade de todos, conforme a nossa Constituição. Portanto, cada um de nós pode – e as autoridades (inclusive municipais) devem – ajudar a enfrentar a atual crise de insegurança. Em breve análise, constata-se que a maioria dos delinquentes provém das classes sociais menos favorecidas. São jovens sem perspectivas, oriundos de famílias desestruturadas, aliciados pelo crime desde cedo, viciados em drogas. Buscam espaço e desejam possuir bens materiais que não estão ao seu alcance. Envolvidos pelo tráfico ou por quadrilhas já formadas, passam a assaltar. Por maldade, medo de resistência, drogadição ou para tentar ficar impunes, ferem e matam suas vítimas. Presos, assim permanecem por pouco tempo. Uma vez em liberdade, voltam a delinquir. Acabam mortos em acerto de contas com outros marginais ou em confronto com a polícia. O problema, portanto, é conhecido. Falta vontade política – mais do que recursos financeiros – para enfrentá-lo adequadamente. Quem pode, busca segurança privada para fugir da violência. Urge encontrarmos saídas, ainda que elas só apresentem resultados concretos no futuro. Agir preventivamente, em especial na área da educação e da inclusão social, oferecendo alternativas às crianças e aos jovens. Assegurar escola em turno integral, ensino, alimentação, esporte, lazer e convivência sadia. Valorizar o professor. Esclarecer e estimular paternidade e maternidade responsáveis. Formar conselhos tutelares vigilantes e proativos. Fortalecer a Guarda Municipal. Enfim, garantir a presença do poder público, evitando que os espaços sejam ocupados por marginais, que terminam servindo de exemplo, ainda que distorcido. E isso tudo é dever do município. Importante fazermos essa análise quando estamos às vésperas de eleições e as políticas públicas estão na pauta dos candidatos. Devemos anotar as propostas e, com cidadania, cobrar do futuro prefeito o cumprimento das promessas feitas.
*Delegado de Polícia aposentado.   Artigo publicado no Jornal Zero Hora.

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