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29/08/2018

Artigo: Um idoso agredido a cada 10 minutos

 A tecnologia proporciona melhorias na qualidade de vida e, nos cuidados à saúde, está entre as causas mais citadas para o envelhecimento no mundo. Novos medicamentos, tecnologias de diagnóstico e recursos de intervenção sobre o corpo permitem o prolongamento da saúde, a redução da doença e, com isso, menor comprometimento da autonomia física com o avançar da idade.

Sendo assim, o número de idosos no Brasil cresce todos os anos. Segundo o IBGE, a população idosa brasileira totaliza 23,5 milhões de pessoas. Projeções da ONU indicam que uma em cada nove pessoas no mundo tem 60 anos ou mais. O estudo aponta que, em 2050, haverá mais idosos que crianças menores de 15 anos, alcançando 2 bilhões de pessoas ou 22% da população global.

Com estes dados, porém, a violência contra o idoso é uma triste realidade na sociedade, onde a maioria dos casos de maus tratos é cometida por pessoas muito próximas a elas, principalmente os seus familiares. Entre 5% a 10% dos idosos ao redor mundo sofrem violência. No Brasil, estima-se que a cada 10 minutos um idoso é agredido.

Existem muitas razões para que as pessoas sofram violência, entre a mais frequentes, está a deterioração e fragilização das relações familiares. Quando se fala em violência contra os idosos, pensa-se imediatamente na violência física, mas esta não é a única. A violência também pode manifestar-se como psicológica, moral, sexual, pode ser familiar, social, institucional, estrutural e pode resultar de atos de omissão e negligência.

O idoso é uma vítima difícil, que muitas vezes não quer expor o autor da violência. O atendimento precisa ser cauteloso e delicado para conseguir preservar os vínculos, se ele assim preferir. Devemos pensar que um envelhecimento bem sucedido é uma conquista de toda uma sociedade: civis e governantes.

É urgente a necessidade de tornar visível a violência contra o idoso para que ela seja reconhecida nos atos cotidianos e reprovada como atitude aética. Coibir a violência é um ato de cidadania, é um ato de valorização da vida humana, é um ato de respeito para com os idosos.


Larissa Fajardo
Delegada titular da Delegacia do Idoso de Porto Alegre

Rua Visconde de Inhaúma, 56
Bairro Azenha, Porto Alegre/RS