Retomada do Prêmio ASDEP celebra o melhor da reportagem policial

Os mais de 60 trabalhos inscritos em seis categorias destacaram a história, a importância e o cotidiano da Polícia Civil do Rio Grande do Sul.

A escolha do dia 25 de novembro para a entrega do IX Prêmio ASDEP de Jornalismo não foi aleatória. Era o Dia Internacional pela Eliminação da Violência Contra as Mulheres, assunto recorrente nas páginas policiais e que exige permanente atenção dos meios de comunicação e estratégia das forças de segurança pública. Não por acaso, seis dos 14 trabalhos premiados se dedicaram ao tema.

O jantar de anúncio dos vencedores ocorreu na sede da Associação dos Delegados de Polícia do Rio Grande do Sul, em Porto Alegre, e reuniu mais de 130 pessoas, entre delegados e diretores de polícia, diretores da Secretaria da Segurança Pública, conselheiros e diretores da ASDEP, associados, autoridades e profissionais da imprensa. Todos os jornalistas e fotógrafos que participaram do certame foram convidados para a noite de celebração. A subchefe da Polícia Civil, delegada Patrícia Tolotti Rodrigues, representou a instituição e agradeceu a parceria permanente da imprensa na divulgação do trabalho da PC no combate à criminalidade.

A ASDEP não promovia o prêmio desde 2019, de modo que a retomada foi motivo extra de comemoração. “A imprensa é parceira fundamental da segurança pública e, por isso, tanto quanto as polícias, merece ser valorizada. Ficamos muito felizes não só com a retomada do prêmio, mas também com a presença das equipes de reportagem que geralmente encontramos na correria das ruas, durante a apuração, agora, para brindar e celebrar o trabalho do jornalismo gaúcho que nos inspira e é motivo de orgulho”, disse o presidente da ASDEP, Guilherme Wondracek.

A novidade desta edição foi a categoria Conteúdo Opinativo, para valorizar a análise de colunistas e apresentadores, entre as categorias avaliadas. Também foram escolhidas as melhores reportagens em texto, em áudio, em vídeo, uma reportagem universitária e os melhores trabalhos em fotojornalismo, que enfatizaram a história, a importância e o cotidiano da Polícia Civil gaúcha, no último ano. Mais de 60 trabalhos de veículos de abrangência estadual e regional foram inscritos.

O Prêmio foi co-organizado pela Padrinho Conteúdo e Assessoria e teve apoio do Coletiva.net, da Associação Riograndense de Imprensa (ARI), do Sindicato dos Jornalistas do RS e da Associação dos Repórteres Fotográficos e Cinematográficos do Estado (ARFOC), cujos representantes formaram o corpo de jurados junto a integrantes da diretoria da ASDEP: a vice-presidente, delegada Marina Dillenburg, a 1ª vice-presidente Administrativa, Silvia Coccaro de Souza, e o 1° vice-presidente Administrativo, delegado Rodrigo Pohlmann Garcia.


Confira a lista dos vencedores:


Reportagem Universitária
Isabela Daudt, estagiária no Correio do Povo, pela reportagem “Violência contra a mulher cresce em dia de jogo”.


Fotojornalismo
1º lugar: Roberto Martinez, do Brasil de Fato, pelas imagens da reportagem “Violência contra crianças e adolescentes cresce no RS e atinge níveis alarmantes, mostra levantamento”.

2º lugar: Ronaldo Bernardi, de GZH, pelas imagens na reportagem “Policial civil é baleado na zona sul de Porto Alegre em operação contra grupo que negociava armas de dentro das cadeias do RS”.


3º lugar: Miguel Noronha Flores Junior, da Agência Enquadrar, pela fotografia da reportagem “Indivíduo é flagrado com duas tornozeleiras eletrônicas em Porto Alegre”.


Reportagem em Áudio
1º lugar: Fábio Schaffner, de GZH, pelo especial “O Maníaco do Cassino”.


2º lugar: Noriana Behrend, da Rádio Caxias, pela reportagem “Violência contra mulher: um drama que assombra a estatística da criminalidade”.


3º lugar: Eduardo Covalesky Dias, Daniela Madeira, Mariana de Freitas, Leno Falk, Alexandre Figueiredo e Marcelo Bonora, Radioweb, pela série “Tragédia da Boate Kiss: memória, silêncio e impunidade”.


Reportagem em Texto
1º lugar: Leticia Mendes Pacheco e Julia Ozório, de GZH, pela série de reportagens “Como identificar um relacionamento abusivo e ajudar uma vítima de violência doméstica?”.


2º lugar: Fabiana Reinholz, do Brasil de Fato, pela reportagem “Violência contra crianças e adolescentes cresce no RS e atinge níveis alarmantes, mostra levantamento”.

3º lugar: Paula Appolinario, da Gazeta do Sul/Portal Gaz, pela reportagem “Santa Cruz já registra mais de 650 casos de violência doméstica em 2025”.

Reportagem em Vídeo
1º lugar: Giovani Grizotti, do Fantástico, da RBS TV, pela reportagem “Golpe do falso advogado: quadrilhas usam dados reais da Justiça para roubar vítimas”.


2º lugar: Juliana Maciel Santos, Cristine Gallisa, Vitor Rosa, Pâmela Rubin Matge, Mauricio Gasparetto, Marcos Hofmann, Emerson Garcia, Robson Stefani e Sandré Sarreta, da RBS TV, pelo documentário “RBS DOC: O bolo envenenado”.


3º lugar: Carolina de Mattos Valle Aguaidas, Fayller Augusto Aprato, Renata Santos, Marlise Aúde e Ariane Felix, da RBS TV, pela reportagem “Romper para sobreviver: os caminhos possíveis — e os desafios reais — de mulheres que quebraram o ciclo da violência”.


Conteúdo Opinativo
Humberto Trezzi, de GZH, pela coluna “Investigação exemplar elucida confronto entre ‘vilã e mocinha”.


Texto: Israel de Castro Fritsch – Padrinho Conteúdo e Assessoria
Foto: Cintia Lentilha

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