Rua Visconde de Inhauma, 56, Porto Alegre/RS

051 3217.9999

Rua Visconde de Inhauma, 56 051 3217.9999

A linha de frente que não é prioridade

17/03/2021
Precisamos aplaudir todos os dias os profissionais da saúde e saudá-los pelo fundamental trabalho no combate à Covid-19. Todos os que atuam na linha de frente para salvar vidas e garantir a saúde da população devem ser tratados como prioridade, sem exceção. Os policiais, no momento, não estão sendo tratados desta maneira. Estar nas ruas, evitando aglomerações e garantindo o cumprimento dos protocolos de segurança é estar em contato com o vírus e na linha de frente para o combate à pandemia. Uma pesquisa feita em São Paulo revelou que 16% dos policiais deram reagente ao coronavírus. A taxa de contaminação entre os profissionais da saúde foi de 10%. 

Temos consciência que no pior momento da pandemia, inúmeros profissionais buscam a imunização por meio da vacina e argumentam o motivo pelo qual acreditam ser prioridade, legitimamos e respeitamos todos. O que não podemos aceitar é que a segurança pública seja afetada pela falta de segurança proporcionada aos servidores públicos. Os policiais saem todos os dias para as ruas sabendo que estão correndo riscos de vida ao realizar o combate ao crime, agora correm riscos de contaminação também. 

Os profissionais da saúde merecem ser imunizados com prioridade, é fundamental darmos os devidos cuidados para aqueles que não podem optar por se irão prestar, ou não, seu serviço. Porém o mesmo cuidado não foi feito com os servidores da segurança pública. O momento clama a sensibilidade e entendimento de toda a população para que se respeite as determinações e o distanciamento social necessário. 

A imunização não é um luxo ou um presente, ela é sinal de respeito com a população. Permanecendo da forma como estamos, admitimos a possibilidade de surtos de contaminação em delegacias, batalhões e em setores da segurança pública. Tal circunstância, pode resultar em menos policiais nas ruas, menos delegados e servidores e, consonantemente, mais violência. Deixar ainda mais inseguro um povo que teme diariamente por sua vida é inadmissível.